adartse ahnim
vou deixar-te seguir a tua estrada.
o teu caminho.
e vais ser feliz.
E vais ser tu.
E eu…, jamais, serei eu.
Jamais.
Deus matou-me hoje, por entre a névoa, por entre choro e ranger de dentes, por entre os teus cabelos suaves, longos, amados.
Deambulo na noite triste. Pérfida luz paulatina embala os meus olhos e o torpe sabor do cigarro apagado para sempre, na esquina dura de um prédio sujo.
Acordar, deixar o sonho, é como morrer.
Morre-se sempre, quando se acorda. O real, ou irreal, espera-nos mais um dia. E se no sonho somos quem queremos, no real (ou irreal), somos máquinas mandadas que se movem como autómatos.
E o teu sorriso apaga-se, à medida que abro os olhos. “não” - grito. Mas o processo de acordar é imbatível. Só me ocorrem palavrões, tremendos, gritantes, galopantes.
Agora que acordo, vou deixar tudo. Vou partir. China, Uzebequistão e Rússia se seguem…
Vou, sem esperança de voltar, sem esperança de te voltar a ver. O teu sublime. TU, a ti.
ohnos uem o erpmes res siav . rehlum ednarg amu res siav.



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